
Olhos fechados na escuridão, corpos acesos sob a lua eclipsada.
Respiração quente, ofegante, viajando pelo seu ombro, pelo seu pescoço, pelo seu maxilar.
Mãos vadias passeando pelo seu corpo, encontrando em cada recanto um encaixe perfeito.
Lábios ainda estranhos, velozes, procurando os seus, deambulando pela sua pele suave, acetinada.
Calor que se difunde no exíguo espaço entre o seu corpo e o dele.
Mentes que se encontram, pensando em uníssono, acesas como as estrelas no céu sem lua, consumidas pelo desejo, fogo ardente iluminando aquela noite.
Tempo que passa, segundo a segundo, horas eternas, memórias perpétuas de paixão, momentos de perfeição, instantes de silêncio em que tudo é dito.
Mas amanhece, o Sol toma o seu lugar no céu, a luz volta ao mundo e a realidade acorda.

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